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Câmara lança serviço de defesa do consumidor

por Rafaela publicado 08/03/2017 14h40, última modificação 09/03/2017 15h03

A vendedora Karla Verônica de Oliveira, de 43 anos, moradora do Boaçu, em São Gonçalo, passou por anos de briga com uma prestadora de serviços. Sem condições de pagar um advogado, teve que esperar a boa vontade da empresa para ter o seu problema solucionado. Para tentar agilizar questões como as de Karla, a Câmara Municipal dos Vereadores vai lançar, depois do carnaval, dois canais de comunicação para solucionar problemas junto ao poder público e empresas particulares. O serviço será gratuito e contará até com sala de conciliação.

A Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Codecon) e a Ouvidoria, que integrarão a nova estrutura do Poder Legislativo, que ocupa o prédio do antigo Fórum, no Zé Garoto, terão advogados e pessoal administrativo para receber e encaminhar reclamações, críticas, sugestões e solicitações da população aos órgãos competentes.

Na manhã de ontem, o presidente da Câmara, Diney Marins (PSB), o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, vereador Alexandre Gomes (PSB), e o diretor geral da Casa, Marco Rodrigues, vistoriaram os espaços:

— Nosso objetivo é oferecer a população um canal de comunicação que fará o possível e o impossível para resolver as questões sem a burocracia da Justiça. Vamos intermediar junto aos órgãos e as prestadoras de serviços a melhor forma de resolver a demanda — explica Diney Marins.

Falta de iluminação

Com o fechamento do Rio Poupa Tempo, que funcionava até o fim do ano passado no São Gonçalo Shopping, no Boa Vista, a população deixou de ter acesso a vários órgãos de fiscalização e apoio, segundo o vereador Alexandre Gomes.

— Vamos garantir o direito de defesa do consumidor aos gonçalenses através da Codecon e da Ouvidoria. Vamos também buscar instrumentos para municipalizar o Procon, pois, assim, a cidade terá o poder de multar o estabelecimento que não cumprir o código — explica o vereador, que também é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara.

A empregada doméstica Luciana Apóstolo, de 41 anos, moradora do Boaçu, aprovou a ideia. Segundo ela, a primeira reclamação que ela fará, depois que o serviço estiver funcionando, será sobre a falta de manutenção nos postes de iluminação pública na rua onde vive:

— Moro na Rua Valdemar Pereira. O nosso maior problema atualmente é com a iluminação. As luzes dos postes estão queimadas, e, à noite, ficamos num breu só. Quero ver se este serviço vai funcionar mesmo.

Já a vendedora Karla Oliveira disse que pedirá ajuda para conseguir uma vaga no ensino médio para a filha em uma escola pública.

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